Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Sobre a Cidade, Sobre a Cultura

A entrevista concedida por Marcio-André ao site Fórum de Literatura Brasileira é contundente, arrebatadora e entristecedora. Tudo isso a um só tempo.

Quando proclama que existe um processo de exclusão de determinadas áreas da cidade em detrimento de outra, denunciando uma ideologia vazia que se instala de que parte da Zona Oeste e toda a Zona Norte não passam de bairros – dormitórios sem nenhuma chance de interferir na construção da imagem da cidade surpreende:

“E qualquer um que proponha uma outra cidade, uma cidade sonhada de dentro para fora, uma cidade que se queira outra coisa que não a pseudo-Paris de botequins-butiques do Leblon, será tachado de provinciano.”

E não é menor a surpresa quando demonstra que há capitanias hereditárias no setor cultural desse país, acentuadamente nas capitais como o Rio de Janeiro:

“Eles são completamente incompetentes para pensar a cidade, uma vez que o seu papel de intelectual é um embuste atribuído hereditariamente de geração em geração, através dos vícios e segregações que tornaram a cidade o que ela é. Não deixa de ser simbólico o fato de ser filho de um grande figurão a pessoa responsável pela crítica que você menciona. Há hoje uma geração de “filhos de”que, atrelada à geração dos “amigos de”,“primos de”, “cunhados de” e “viúvas de”, promove uma verdadeira suruba de troca de influências com o único propósito de não largar o osso, num país que sequer fez uma reforma agrária ou social (é uma lógica maquiavélica – fundamento de uma segregação invisível, onde o próprio segregador se recusa ou finge não percebê-la). “

A percepção de desestruturação de qualquer voz discordante que logo é vetada pelo poder desta inteligência que contempla a si própria quando se decide a passar o bastão, manutencionar os espaços de debate e intervir sobre o que aceito e tolerável sofrem a crítica do poeta- ensaísta.


Alarga sua visão quando se discute a formação de um público leitor e os problemas que isso encontra na geografia da cidade e como este diálogo está comprometido:

“Sinceramente: para os caras que vão me tachar de provinciano. Os rapazes e moças cuidadosos, esses que conseguem abrir um livro, qualquer que seja, e discernir a fundo o que está escrito ali, não precisam dos Ensaios. Ele só descreve o que essas pessoas já sabem. Nesse sentido, os Ensaios é que precisam deles. São eles que potencializarão a escrita do livro com a sua própria força de contaminação. Pois os livros não são a salvação de nada – sobretudo os Ensaios radioativos. Os livros enganam apenas àqueles que lhes dão valor suficiente para, por pura ingenuidade, acreditar na sua dessacralização – como se em algum momento ele tivesse sido algo sagrado. A cultura do livro (pelo menos da forma que ela chegou até nós) é nefasta. As políticas de leitura no mundo são alavancadas por editoras que querem fazer dinheiro como se vendessem
cigarros (sendo que cigarros são coisas mais honestas). Para elas, pouco importa esse papo de “poder transformador” do livro sobre o leitor, mas a quantidade de livros que ele deve consumir. Num país a meio caminho de lugar nenhum, como o Brasil, nem a isso se presta. Aqui, a cultura do livro serve à segregação social, racial e cultural. Quantas livrarias existem na Zona Norte do Rio? Quantos favelados podem entrar numa livraria no Leblon? Então é difícil enxergar no livro esse tal valor dignificador apregoado há séculos por nossa tradição iluminista. Acredito, verdadeiramente, que um livro hoje só tem algum sentido se for para destruir a própria cultura do livro. Pode parecer uma contradição, mas o melhor ataque, todos sabem, é aquele que utiliza as próprias forças do alvo, o que ele tem de mais inflamável. E o mais inflamável, nesse caso, é tornar o livro um antilivro. Dizer o contrário do que se espera que um livro diga. Destruir o livro como fetiche, com uma violência tal que se faça perceber que o próprio “conhecimento” é uma farsa. Quando evidenciamos essa farsa, a coisa acaba soando mais como brincadeira. E a brincadeira é justamente o espaço em que os “brinquedos” podem ser destruídos em prol da própria brincadeira. É somente aí, na frequência do lúdico, que o conhecimento pode começar a tornar-se libertário.”

As proposições de Marcio-André merecem reflexão. As respostas estudadas, centradas e um tanto polêmicas dão conta de um intelectual combativo, que conhece verdadeiramente os problemas de se assumir desta forma, sem o consentimento da nobreza dos que detém nesse país a permissão para o pensamento.

Se não se pode concordar com todo o teor da entrevista, pode-se ao menos concordar que é inquietante, que move-nos para um outro sentido na captura do espaço urbano e por conseguinte o território cultural, com a reflexão inevitável: por que há tantas barreiras a serem transpostas nessa cidade?


Fonte:http://www.forumlitbras.letras.ufrj.br/entrevistamarcioandre.pdf?total=412115&carregando=410436&porcentagem=99

Opiniões Crítica Sobre Cosmorama:

Logo abaixo segue opiniões de leitores de calibre da minha cartilha de poesia Cosmorama. Fico feliz por ter acertado em alguns poemas - o livro contém 26 - e que minha insegurança derive sempre de uma suspeita de que posso oferecer o melhor. Este livro - que não encontrou editora - segue em uma edição grampeada, marginal para Paraty no sábado. Hoje, somente no trabalho, vendi uns sete exemplares para interessados em assunto de poesia. Em Paraty espero ter mais sorte e conseguir vender boa parte dos 80 livros que levarei. Aquele que se interessar em comprar, pode me escrever para o e-mail: marielreis@ig.com.br . O livro custa R$ 5,00 + frete para o destino, tem 40 páginas e projeto gráfico de Delfin - o que equivale dizer que está luxuoso para uma confecção como esta - dois grampos - apontada. Abraço a todos os que me prestigiaram comprando um pequeno exemplar da cartilha. Ah, esqueci de dizer uma coisa, o prefácio é de Leonardo Fróes.

"Embora deteste ler poesia na tela do computador, gostei muito dos seus poemas; se estes fazem parte do seu primeiro livro, quero lhe dar os parabéns; pude sentir um poeta com forte pegada, sensibilidade e domínio técnico que não se encontram de ordinário em quem se inicia neste duro ofício da poesia; aliás e a propósito, belissimo o seu "um poema para os mortos" (imaginei abrindo o livro); todos os poemas que você me mandou são realmente muito bons ("inventário", "a vida breve", "biografia"), inclusive os haicais ("acode a roupa branca/enforcada na claridade/a luz serpenteia no teto"; "as sombras envelhecem devagar") eles dão bem a medida do seu talento; publique logo o seu livro, meu caro!desde já o meu abraço e aplauso,"

Adriano Espínola.


"A delicada poesia de Cosmorama parece derivar antes do microscópio do que da luneta: Mariel Reis aproxima-se do que já é próximo - a pele, os poros, a voz -, envolto numa "folhagem de melancolia" sob a qual as perdas superam os encontros.Em seus versos criativos e contidos, as inscrições do cotidiano se desvelam em súbitas faces de incompletude e inquietação."

Antonio Carlos Secchin.




"Poesia não precisa de muita coisa, apenas de poetas. É o que mais falta na poesia. Sorte que, num livro de estréia, temos tudo o que faz parte de um poeta. Música, obrigatória, neste tempo de cacofonias. Versos inesquecíveis, como esse das sombras que são a "claridade que envelhece devagar". Noção das fontes da palavra, das formas anteriores ao visível, como "antes do mar/ amadurecer teus barcos". Leite (poemas de verdade) tirado de pedras (o amor, por exemplo), como o da autora do beijo lascado que ia embora "levando a minha vida com um gosto bom nos lábios." Pequeno grande livro, concentrado em poemas que não brotam, mas que sugerem a graça primordial de uma natureza humana por opcão e não por destino; em versos que se garantem porque conhecem a arte das partituras assobiadas a esmo; e em palavras comuns, que se consagram quando completam o ciclo do poema. Livro de companhia, dos que se levam numa aventura. Livro de partilhas, que busca sintonias. Exagero de vogais abertas e fechadas: primeiro tijolo de uma trajetória pessoal de sobrevivência, que acena para um passeio coletivo. Material de uma história oculta, agora revelada como um sopro."
Nei Duclós.


Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Paraty: Gripe Suína e Festa

Talvez eu desista mesmo da idéia de ir a FLIP. O motivo é a presença de estrangeiros na cidade – não é xenofobia, não. É o medo da gripe suína. Como não estou na cidade não sei qual esquema que os organizadores e próprio Ministério da Saúde arranjaram para possíveis casos de contaminação.

Como disse um amigo que está na cidade, só se o Ministro Temporão disponibilizasse um filtro de ar potente para cada pessoa. Então, vendo como anda precária a situação da saúde no país, percebi que isso não aconteceria nem daqui a mil anos. Outra coisa é se hospedar em um lugar com 6 beliches, pessoas oriundas de lugares que nem suspeito, que poderão ter tido contato com algum contaminado potencial, estando no período de incubação da doença, disseminando o vírus sem se dar conta.

Sou mesmo hipocondríaco. Estas coisas passam pela minha cabeça enquanto me decido se vou ou não a cidade. Afinal, segundo a OMS, apenas estarei adiando minha contaminação já todos seremos vítimas do maldito influenza. Prefiro adiar essa contaminação até que se descubra uma vacina eficaz que evite a morte das pessoas. Porque eu morrer disso tudo certo, imagine se contraio uma coisa dessas e levo para minha filha, mulher e vizinhos? E tudo isso pela displicência dos órgãos públicos competentes? Não me perdoaria nunca.

Se o André Marques que deu um pulinho logo ali na Argentina para gravar o programa Estrelas, em uma vapt–vupt já voltou suspeito, sendo isolado em sua casa, submetido a exames para detectar se está ou não inoculado pelo vírus...Os jornais fazem alarde das estrelas presentes nas mesas, autores estrangeiros, mas não contornam a questão com medo de uma histeria e o esvaziamento do evento. Imaginem a catástrofe econômica! Eles evitam, mas serão solidários caso venham a acontecer casos desse tipo. O que não é uma hipótese alarmista.

Então, Seu Ministro da Saúde, Seu Secretário de Saúde, de olho na FLIP também, porque boa festa requer segurança para todos. E vamos fechar, enquanto é possível, as portas de entrada para esse mal.

Paraty : Caro e Lotado.


Minha intenção era lançar em Paraty meu livro de poemas: Cosmorama. Como salientei, era. Não que minha desistência seja irremediável, mas se eu encontrar uma boa alma que me abrigue durante as duas noites que passar na cidade será uma vantagem e uma alegria. Enquanto isso não sair do campo da especulação, talvez meu plano fique frustrado por conta da superlotação e dos preços cobrados pelas pousadas e hospedarias.

A Festa Literária Internacional de Paraty goza de prestígio. Isso é inegável. Para lá todos os olhares se voltam quando anunciam o organizador e os nomes que participarão das mesas, os ingressos para as tendas vendidos a preço de ouro se esgotam instantaneamente e as reservas – como pude constatar – quando termina o evento do ano anterior, já são feitas com antecipação, pagos os cinqüenta por cento para isto.

Desta forma, se tornou um negócio rentável para todos. Como participei de algumas edições da FLIP, posso asseverar que ainda era acessível a cidade para o desavisado que por lá aparecesse com mala e cuia para partilhar do calor e da boa conversa dos integrantes da Festa, tomando lugar no círculo da fogueira, dividindo suas experiências e histórias com os demais. Demoraria um pouco a peregrinação pelas pousadas do centro histórico, mas você acabaria por conseguir alguma para passar a noite, por uma diária justa.

Justamente foi essa palavra que desapareceu do dicionário de Paraty: DIÁRIA. Quando neste ano, resolvi ligar para arrumar um lugar para que o corpo pudesse repousar sem grandes incômodos da deambulação pela cidade, descobri que todos, absolutamente todos os hotéis, pousadas, hospedarias e buracos somente vendiam pacotes dos cinco dias. Isto sendo uma regra sagrada que deveria ser obedecida por todos os comerciantes de dormitórios – sejam os luxuosos ou os mais simples.

Liguei para Paraty Tour para me informar se isto era uma verdade. Era. Lugar com diária somente a 10 quilômetros de distância da cidade, em Ilha Grande. Não desgrudei do telefone. No Jabaquara, a mesma situação. Na Pousada em que fiquei lá da última vez com minha esposa, professavam a mesma ideologia. Somente os cinco dias, em apartamento estandarte, com regalias de marajá. Expliquei a minha intenção de passar somente duas noites e o exagero da oferta. Não, não consegui negociar. Era isso ou nada. Preço módico de R$ 2.000,00. Desisti.

Em outra pousada, próxima da rodoviária da cidade, indicada por esta última como o possível refúgio da palavra DIÁRIA, encontro uma receptiva senhora que me atende com todos os bons modos e delicadezas, anota meu telefone e me promete ligar dentro de uma hora para conversarmos a respeito da suposta diária a ser paga pelas duas noites de hospedagem. A ligação começa tímida, a proprietária da pousada me explica que nessa época do ano – referindo-se a FLIP – ninguém na cidade trabalha com diária e sim com pacote. Tento convencê-la do absurdo, mas ela retoma a ladainha. Quando se decide me ajudar, me cobrando metade do valor do tal pacote. O pacote custava R$ 1.000,00, ela em um gesto de benevolência me faria pela metade.

Disso que isso estava fora de cogitação. Ofereci R$ 150,00 por cada diária. O que no final daria R$ 300,00. Ficaríamos eu e minha esposa. A proprietária resolveu abrir o jogo: era um acordo dos comerciantes locais. Gostaria muito de me ajudar, aquiescendo que o valor era justo – o de R$ 150, 00, mas não poderia me ajudar com medo de ser retaliada caso a informação de que me faria esse “favor” vazasse. Compreendi a situação da pobre senhora, me resignando e abandonando a idéia.

Em outra pousada isto chegou ao cúmulo. A proposta de que pagasse os cinco dias – que eu não usaria. E o restante ficaria como crédito para que fossem usados em um fim de semana ou feriado prolongado caso eu voltasse à cidade.


Agora me decidi fazer a viagem sozinho.Talvez eu leve um cobertor e durma na rodoviária. Como essa política bem exige.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Sobre Antônio Fraga

Estação de Queimados. Lugares impróprios para um menor. Definição: pacata e tensa. Bairro Carmorim, chapa quente. Sempre de role. Sempre à toa. Minha arma à tiracolo: William Saroyan. Todo carcomido. Presente do Flamínio. Ex- livreiro da livraria Dantes. A mente esvaziada pelas palavras e a fumaça, bombas explodindo, acendendo mil lâmpadas no meu cérebro, excursão nas tardes insones que topam com o bonde e um dia, em uma esquina um coroa com um monte de quinquilharias. Desenhos e pinturas. Alguns realizados com esferográfica ou guache. Coroa seco, meio careca, com olhar de ver a gente por baixo, investigando, devia ter um metro e sessenta e oito ou setenta. A velhice encolhe as pessoas, ele vaticinava.

Rolei uma idéia longa. Era doido, mas lido. Tanto ele quanto eu. Doido, lido e vivido. Época : 1990. Eu disse que escrevia. Ele também. Sacou um caderno desses escolar, pequeno, amassado do bolso detrás da calça de brim sei lá azul ou preta. Uma sandália de malandro,arrasta pés. Como se fosse meu ortopé, só que com a tira de trás cortada. Leu um poema. Não me lembro direito. Era sobre o tempo. Conversou comigo sobre meu estado de sítio, meu estado de exceção – minha temporada no inferno particularíssima. Sai dessa, jacaré – riu. Perguntou a minha idade, abaixou a cabeça como reprovando. Estou como a cidade, abandonado, veio. Eu disse. Perguntou se eu transava literatura americana ou inglesa ou francesa. Respondi que lia mal no original. Então, começou a enrolar a língua como se estivesse em gira de povo de rua e desandou a falar a língua do bife.

Sacava o coroa. Me deu uns toques. Disse que já tinha livro publicado, nos tempos em que se amarrava cachorro com lingüiça, que se quisesse poderia me arrumar, saído há pouquinho. Combinei de outro dia pegar o calhamaço. Me corrigiu. Fininho, magro, magro. Arriou vários H para cima de mói, que conheceu fulano, beltrano, dormiu na casa de cicrano. Eu só escutando a lorota. Isso antes de me arranjar o livro. Ele via minha desconfiança, mas me recomendava cautela com os gestos vagarosos. Vagarosos, mas seguros. Coisa de samurai que já segurou muita pindaíba.

Teu nome? Antônio. Voltei para a estação da Loucura. Certo dia pego pelo colarinho, lá estava ele e uma mulher baixinha, minha esposa. Ela sentava-se com ele em uma banquetinha. Já foi atriz. Sim, estou me fiando. Enredado posso morrer enforcado. O livro, sempre direto. Tomei nas mãos: Desabrigo. Como eu estou. Antônio Fraga. Como estamos ambos, emendou manso. Meu deu endereço, para visita: Rua Japeri. Anotei apressado. 35 - Número da Cobra. No jogo de bicho. Cobrinha, persona non grata da novela. Tudo batendo em esquema de dar medo.

Quando li o Desabrigo sabia que o coroa dizia a verdade. Era bom, era bamba. Conversava em muitas línguas, me incentivou a estudar, apesar de ter só o primário. Memórias de zona e leitura. Tudo matéria ordinária, vale descobrir nela o extraordinário. Nisso está o pulo do gato. Descobri que além do João Carlos Rodrigues, outra pessoa Maria Célia estava organizando os arquivos dele. Vou procurar saber o que é, não vou passar procuração, mas vale um Fraga na mão.

Sábado, 27 de Junho de 2009

Acenos de Um Mar Distante

Caros Amigos Leitores,
Estou ocupado com minha mais nova publicação: Cosmorama. Já havia anunciado aqui sobre a existência desses poemas escritos ao longo do tempo, sempre entrelaçando minha paixão por minha mulher com conceitos colhidos no mundo Duas naturezas entrecruzadas nesse amor: a vegetal e a sensual.
O resultado é que estou me apressando para aprontar o livro para lançá-lo na FLIP. A edição ficará por conta da editora Paradoxo em um novo título de uma coleção guardada às sete chaves, preparando o retorno de Delfin como editor. Fora a categoria do trabalho visual, o formato será próximo ao das Edições Marginais da década de 70. O livro terá por volta de 40 a 50 páginas, grampeado, com prefácio de Leonardo Fróes e posfácio de Reynaldo Valinho Alvarez.
Participo de um concurso de poesia em terras portuguesas. A premiação é a edição do livro. E estou negociando um título com a Dulcinéia Catadora, esperando a aprovação. Abraços a todos.

Fiquem de Olho!

Minha mulher, Aurea, resolveu dividir com o público suas impressões sobre a leitura de obras dramatúrgicas. Criou um blogue e está iniciando os trabalhos no endereço abaixo:
Confiram, porque vale a pena.